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NOITE DE AUTÓGRAFOS

"A Arte de Ramón Cáceres"
Texto de Enock Sacramento e prefácio de Ladi Biezus
Dia 16 de agosto, às 19h
Será lançado no dia 16 de agosto, terça feira, às 19 horas, no Salão de Arte realizado no Clube A Hebraica, o livro “A Arte de Ramon Cáceres”, de autoria do crítico de arte Enock Sacramento. O livro, editado pelo Caribe Escritório de Arte, tem 144 páginas e mais de 100 ilustrações, entre fotos históricas e imagens de obras e é patrocinado pela Transremoção - Transportes Pesados - Remoções Técnicas e Armazenamento Ltda. Historia o período de formação de Rámon Cáceres no Paraguai, onde ele nasceu em 1944 na cidade de Quiindy, e analisa sua obra como artista plástico.
Na capital paraguaia, Ramón Cáceres estuda música e artes plásticas na Escola de Belas Artes da Universidade Nacional, tendo Holden Jará como professor de pintura. Em 1970, emigra para o Brasil, fixando residência em São Paulo. Na capital paulista, cria o conjunto musical “Los 3 de Luque”, e conhece o importante maestro paraguaio Hermínio Gimenez, com quem inicia uma longa e profícua relação de trabalho, da qual resulta mais de uma dezena de LPs. Paralelamente à sua atuação como cantor, estuda restauração de obras de arte com Luciana Battioli, tornando-se seu assistente. Restaura os painéis de Cândido Portinari, pertencentes ao acervo do Banco do Brasil e os de Emiliano Di Cavalcanti e Clóvis Graciano, da Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo, o espólio do Conde Francisco Matarazzo e obras de importantes coleções particulares. Em 1978, assume a direção do ateliê de restauração de Luciana Battioli. Nesse ateliê, Ramon volta a pintar, influenciado pelas ideias construtivistas do uruguaio Torres Garcia. Em 1984 expõe no MASP – Museu de Arte de São Paulo, com apresentação de Pietro Maria Bardi. A partir de então, desenvolve sólida carreira como artista plástico, tendo sua obra analisada várias vezes pelo crítico de arte Theon Spanudis. Este, comparando-o com Alfredo Volpi, afirmou: “Em ambos os casos, uma criatividade inesgotável e uma argúcia dicernidora muito aguda que sabe escolher os coloridos significativos, seja nos diálogos ou nas polifonias cromáticas ora mais amenas, ora suaves e líricas, ora mais firmes ...”
Ramón Cáceres realiza exposições no Brasil, Portugal e Suíça e, em 2009, conquista o Prêmio de Pintura da Bienal Internacional de Artes de Malta.
Segundo Enock Sacramento, autor do livro, “dentre os artistas originários do construtivismo como um todo e do concretismo em particular, no Brasil, Ramón Cáceres ocupa um lugar especial por sua sensibilidade refinada e por sua notável qualidade de harmonizar formas, cores e ritmos na superfície plana”.
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